Apesar da grande maioria dos contribuintes não gostar da idéia de ter que apresentar a Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física 2011 – DIRPF – (ano base 2010), existem casos que compensa a apresentação, mesmo não estando no grupo obrigado.  

“Esses são os casos dos contribuintes que tiveram valores tributados por algum período, com isso se torna interessante a apresentação da declaração, pois pegarão esses valores de volta como restituição, reajustados pela Taxa de Juros Selic”, explica Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil.

Assim, o contribuinte que recebeu rendimentos tributáveis abaixo de R$ 22.487,25 deve levar em conta se teve Imposto de Renda Retido na Fonte por algum motivo, um exemplo de como isto pode ocorrer é quando a pessoa recebe um valor mais alto em função de férias, outro caso pode ser o recebimento de valores relativos à rescisão trabalhista. Esses dados podem ser observados nos informes de rendimentos.

“Caso o contribuinte não declare, perderá um valor que é dele por direito, sendo que o governo não lhe repassará mais este dinheiro”, explica Domingos.

Outra situação onde é interessante o contribuinte apresentar a contribuição, mesmo não sendo obrigado, é quando ele guarda dinheiro e com o tempo realiza uma compra relevante, como a de um imóvel. Isto faz com que se tenha uma grande variação patrimonial, o que pode fazer com que o Governo coloque em suspeita o fato de não haver declaração, colocando o contribuinte na malha fina.

“Uma pessoa que não está obrigada a declarar, por receber R$19.000,00 no ano, pode guardar anualmente pelo menos R$9.000,00. Em um período de 5 anos, capitalizado, o valor que ela poderá ter é bastante significativo, caso queira, com este dinheiro, adquirir um imóvel ou outro bem terá uma grande dificuldade com relação a sua variação patrimonial”, explica Domingos.

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