O debate em torno da opção das empresas oferecerem o crédito consignado é constante nas empresas, sendo que muitas das empresas que optaram por esse benefício, estão sofrendo hoje, pois, o alto índice de endividamento de seus colaboradores estão causando sérios problemas, destacando-se perda de produtividade e até mesmo aumento dos pedidos de demissões.

crédito consignado

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Estão, esse deve ser abolido das empresas? Também não, o crédito consignado, se bem aplicado é um ótimo benefício. Ao oferecer esse produto, tem que ser grande o cuidado para que não se esteja combatendo apenas o efeito do problema do endividamento, e sim também ferramentas para combater a causa que é a falta de educação financeira. Caso contrário, esse benefício fará com que o problema possa se tornar uma “bola de neve”.

“É fundamental que os profissionais de recursos humanos se atentem para o papel primordial da capacitação de seus colaboradores em relação a reeducação financeira, pois, isso com certeza fará com que eles se endividem menos e melhores sua produtividade”, conta o presidente da DSOP Educação Financeira, Reinaldo Domingos.

O que é o crédito consignado?

Crédito consignado é um acordo entre as empresas e os bancos que possibilita uma forma dos trabalhadores terem acesso a empréstimos com juros bem mais baixos que o usualmente cobrado no cheque especial, cartão de crédito e crédito pessoal. Com a garantia de este ser realizado com desconto de prestações em folha de pagamento (crédito consignado), ou seja, o trabalhador receberá seu salário já deduzido da prestação devida ao banco.

O valor máximo das prestações é de até 30% do salário líquido mensal. Assim, essa é a melhor forma das pessoas endividadas ajustarem suas contas. Retomando o caminho da segurança financeira.

“As empresas devem assim incentivar essas práticas em alguns casos, mas antes tem a área de RH deve conversar francamente com os colaboradores que necessitam do benefício. Mostrando que tomar um empréstimo deve ser um ato responsável, com a avaliação dos reflexos que ele terá. Senão estará apenas criando um problema a mais para o futuro. Com esses entrando no ciclo vicioso do endividamento”, explica Domingos.

Isso provavelmente gerará no futuro insatisfação dos colaboradores, ao constatarem que o que a empresa paga não é suficiente para eles sobreviverem. Também recomendo que quando a empresa utilizar esse tipo de benefício, que seja acompanhado por cursos de reeducação financeira dos colaboradores. Onde eles verão que é possível utilizar os salários de forma adequada, até mesmo guardando uma parte deste para a realização de objetivos (sonhos futuros).

Alternativas para empresas

Muitas empresas estão mudando a forma com que tratam esse benefício junto aos trabalhadores, buscado um cuidado maior antes de oferecer o benefício. É o caso da Natura, Magazine Luiza e agora a Confirp Consultoria Contábil, que só disponibiliza o empréstimo depois da realização, por parte do colaborador, de um curso de educação financeira.

“Esta foi uma forma de minimizarmos problemas que tínhamos relacionado ao tema e as dificuldades dos trabalhadores. Agora oferecemos a eles a oportunidade de aprimoramento sobre o tema, para que possa realmente ajustar sua vida financeira”, explica Cristiano Moreno, gerente trabalhista da Confirp.

Com a reeducação financeira, os colaboradores quebrarão paradigmas estabelecidos em nossa sociedade sobre a utilização do dinheiro de forma irresponsável e consumista, vendo que o que gastam deve se adaptar ao que ganham, incluindo nisso uma quantia para os objetivos.

A empresa, oferecendo isso aos colaboradores, além de melhorar a qualidade de vida deles e de suas famílias, com certeza também observará melhorias na produtividade, já que pessoas com menos problemas se dedicam mais aos seus afazeres profissionais.

Por fim, a empresa também deve mostrar que esses créditos são bons em alguns casos, principalmente para quem está pendurado no cheque especial ou cartão de crédito, sendo uma ótima opção para sair do sufoco, pelos juros menores e prazos maiores.

Para quem está no crédito pessoal parcelado ou no carnê da loja, até no penhor da Caixa Econômica Federal (CEF), tem que analisar o desconto que será dado pelo pagamento antecipado da dívida. Se a taxa de juros do desconto for maior que a do empréstimo consignado, recomendo a troca.

Antes de oferecer benefícios aos colaboradores, é importante dar a percepção de onde as ações corretivas e preventivas serão de melhor desempenho e eficácia. Pois, como diz o velho ditado “prevenir é melhor que remediar”.

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